quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Sou a resposta soprando pelo vento

Eu sou a luz, clara e decidida, de um amanhecer
A melodia que você sussurou num sonho
E que te fez parecer leve e infantil

Sou o brilho de fogo da tua retina
E o veneno que aos poucos contamina
Teu corpo já cansado de dormir

O segredo que o oceano esconde
Na escuridão profunda do abismo
Silenciará ao ver quem eu sou
O errante iluminado que nasceu
De um burraco bem mais fundo que o seu

E os cantores enterrados em covas rasas
Nas curvas de uma estrada sinuosa
Cantaram num belo coro a canção
Que censurada, você não vai ouvir
Nos auto-falantes da cidade

E eu sou o nostalgico entardecer
Que você olha da janela do seu quarto
Deslizando ao redor do horizonte

Sou o pedido de misericórdia de um pecador
A faca sem fio, manchada de glória
Do sangue heróico que um dia foi vitória

O segredo que o oceano esconde
Na escuridão profunda do abismo
Silenciará ao ver quem eu sou
O errante iluminado que nasceu
De um burraco bem mais fundo que o seu

E os cantores enterrados em covas rasas
Nas curvas de uma estrada sinuosa
Cantaram num belo coro a canção
Que censurada, você não vai ouvir
Nos auto-falantes da cidade

Ah, eu sou a resposta soprando pelo vento
Sou a resposta navegando pelo vento
Pelo vento dos idiotas...

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